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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Shushkof - Invention of Love (2010) - Animated Short Film



Invenção do Amor, é um belíssimo short movie escrito e dirigido por Andrey Shushkof (http://www.shushkof.com/) e baseado na obra *The Mysterious Explorations of Jasper Morello* de Anthony Lucas.


Num mundo extremamente industrializado onde a predominancia de invenções cada vez mais elaboradas e complexas substituem as formas da natureza em detrimento de rodas dentadas, molas, motores e poluição, qual o espaço para o amor?

domingo, 26 de setembro de 2010

Microcosmos

No ultimo post referi este filme documentario, o qual gostaria de colocar aqui.
Microcosmos (titulo original: Microcosmos-Le peuple de l'herbe), e um filme documentario Frances, distribuido pela Miramax e datado de Outubro de 1996, da autoria do casal de biologos Claude Nuridsany e Marie Pérennou e produzido por Jacques Perrin.
O filme retrata as detalhadas interacoes entre insectos e o meio ambiente que os rodeia, apoiado por uma excelente banda sonora assinada por Bruno Coulais.
Foi a Selecao oficial de Cannes 96.
Ganhou ainda nos Cesar Awards de Franca premios para a melhor cinematografia, a melhor edicao, a melhor banda sonora, a melhor producao e o melhor som, sendo nomeado ainda para o melhor filme.

Microcosmos, um milagre de vida que se repete constantemente frente aos nossos olhos, nos quintais, jardins, bosques e prados e que so alguns se dao ao luxo de observar com atencao, respeito e carinho.



Microcosmos (filme Integral)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Chicken Ala Carte" de Ferdinand Dimadura

Em Fevereiro de 2006, no 56 no Festival Internacional de Filmes de Berlin, realizadores de todo o mundo foram convidados a criarem um 'short movie' para um concurso sobre o tema: "food, taste and hunger".
'Chicken Ala Carte' o short movie de 6 minutos do Filipino Ferdinand Dimadura, foi julgado como o mais popular curto da competiçao.
Cada vez mais os 'shorts movies' ganham um espaço, de incrivel poder na informaçao e alerta do que se passa a nivel das condiçoes economicas e socio-culturais deploraveis que se vivem neste momento em muitas partes do globo, devido a ganancia insana de uma globalizaçao somente com intuitos economicos e destrutivos.

Chicken a la Carte, e basicamente um short de cerca 6 minutos, que nos faz refletir quanto aos valores de cada um associado ao meio em que vivemos,trata sobre a fome e a pobreza ocasionado pela Globalizaçao.
Cerca de 24.000 pessoas morrem diariamente devido a fome, ou a causas relacionadas com a ela.
Este pequeno filme-documentario mostra uma parte esquecida da sociedade, pessoas que sobrevivem das migalhas dos outros.

Visualizaçao do concurso
http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte

Visualizaçao Youtube

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

COP-15 - O Jogo do empurra

"foto: poluicao numa cidade chinesa"








China rebate acusações de que "sequestrou" conferência do clima
da BBC Brasil

A porta-voz do governo da China, Jiang Yu, rebateu a acusação feita pelo ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, Ed Miliband, de que o país teria "sequestrado" as negociações na conferência climática das partes, a COP-15, realizada em Copenhague, e que seria responsável pelo fracasso do encontro.

Jiang Yu não chegou a mencionar o nome de Miliband, mas disse que "certos políticos britânicos tinham intenções óbvias" de se esquivar das próprias obrigações e fomentar conflito entre os países em desenvolvimento, informou a agência estatal Xinhua.

O encontro, que durou duas semanas na capital dinamarquesa, foi concluído sem a adoção de um acordo que imponha limites para a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Um documento assinado pelos Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul foi o único resultado do encontro.

O documento, porém, não estabelece limites à poluição e indica apenas que os países concordam que a temperatura do planeta não pode subir mais de 2ºC.

As 192 nações participantes do encontro "registraram" o acordo em meio a muitos protestos por parte de países em risco, como o arquipélago de Tuvalu.

Obrigações

"Nós pedimos a eles que corrijam seus erros, cumpram com suas obrigações para com os países em desenvolvimento de forma séria e mantenham-se afastados de atividades que prejudiquem a cooperação da comunidade internacional no combate ao aquecimento global", disse Jiang em mensagem dirigida à Grã-Bretanha.

Miliband criticou a China em um artigo publicado no domingo no site do jornal britânico "The Guardian". De acordo com o ministro, um acordo entre todos os países membros das Nações Unidas não foi possível porque havia o interesse de alguns em "engavetar" o documento.

O ministro inglês acusou os chineses de vetar duas propostas de corte nas emissões de gases causadores do efeito estufa, "apesar do apoio de uma coalizão de países desenvolvidos e da vasta maioria de países em desenvolvimento".

Durante as negociações, China e países ricos estiveram em lados opostos.

A China, juntamente com outros emergentes, insiste que os países ricos devem investir mais e se comprometer com cortes mais ambiciosos das emissões de CO2 porque entraram no processo de industrialização mais cedo e, portanto, são responsáveis por uma parcela maior da poluição causadora do problema.

Os países ricos, por outro lado, reclamam que a China é atualmente a maior poluidora do mundo e que a adoção de um estilo de vida à moda ocidental não é sustentável para uma população de 1,3 bilhão de pessoas.




Além disso, durante as negociações em Copenhague, os países ricos pediram garantias de que poderiam fiscalizar e controlar os dados sobre ambiente registrados pelo países pobres, uma condição que a China vetou, argumentando temer violação de sua soberania.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mares em subida até dois metros


Jornal de Noticias online de 25 Novembro de 2009

Cenários para 2100 dão temperaturas de mais sete graus
00h30m
EDUARDA FERREIRA, * COM AGÊNCIAS
As perspectivas de aquecimento do planeta e subida do nível dos oceanos são mais catastróficas do que têm indicado os relatórios do grupo de peritos de todo o Mundo que têm colaborado com a ONU, avisam agora climatologistas alemães.

A menos de duas semanas do começo dos trabalhos da Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, multiplica-se a divulgação de estudos apontando para a necessidade de os decisores políticos adoptarem em Copenhaga compromissos para o decréscimo de emissões causadoras do efeito de estufa. Ontem, cientistas do Instituto de Potsdam, Alemanha deram conta de uma visão pessimista quanto ao futuro do planeta, caso os maiores poluidores adoptem medidas tímidas.

Os climatologistas de Potsdam garantem que o aquecimento global está a ser e será mais intenso do que o previsto nas previsões feitas no quarto relatório do grupo intergovernamental (GIEC), em 2007. Afirmam eles quer o aquecimento poderá atingir, no final do século, os sete graus, por comparação com a época pré-industrial. "Cada ano que passa aumentam as hipóteses de o aquecimento ultrapassar os 2ºC", avisam os investigadores. Se as emissões dos gases de efeitos de estufa não diminuírem drasticamente, o degelo das calotes polares levará ao aumento do nível dos oceanos de um a dois metros até ao final do século, estimam eles. As emissões de CO2 aumentaram 40% entre 1990 e 2008 e esse facto tornará mais difícil deter nos 2º C o aumento da temperatura, avisam também.

Em sintonia com esta visão, a Rede Internacional de Acção Climática, composta por mais de 500 organizações e de que faz parte a Quercus, advoga uma redução das emissões superior a 40% até 2020 tendo como referência os valores de 1990. Isto por parte dos países industrializados que deverão encontrar em Copenhaga um compromisso para que o pico das emissões se situe entre 2013 e 2017 e as concentrações de dióxido de carbono não excedam as 350 partículas por milhão. Além disto, a Rede de Acção Climática defende que os países em desenvolvimento recebam ajudas para limitar as emissões e para reduzir a zero as emissões com origem na desflorestação e degradação florestal. O financiamento dos países desenvolvidos aos que têm economias mais débeis deve cifrar-se em 195 mil milhões de dólares até 2020, contabilizou já a mesma organização ambientalista internacional.

As posições defendidas para Copenhaga pela Quercus referem a necessidade de uma redução das emissões em 80% até 2050 depois de 2020. De outra forma, defende esta organização, será impossível conter o aquecimento global abaixo dos 2º C.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

COMO EXPORTAR FELICIDADE






O FIB (FELICIDADE INTERNA BRUTA) É MAIS IMPORTANTE QUE O PIB

COMO EXPORTAR FELICIDADE

Texto e fotos: Haroldo Castro

Um pequeno reino no Himalaia ensina
ao mundo como ser feliz

"A Felicidade Interna Bruta é mais importante do que o PIB. Em nosso processo de desenvolvimento, a felicidade precede a prosperidade econômica." Jigme Singye, rei do Butão, em entrevista ao Financial Times
Uma nação encravada na Cordilheira do Himalaia está revolucionando alguns conceitos básicos da vida humana. Ao criar um novo índice para medir a qualidade de vida de seus habitantes, o Butão oferece uma receita inovadora para nosso mun­do de hoje, demasiadamente ancora­do em aspectos materiais.

Tudo começou com Jigme Singye Wangchuck, que substituiu seu pai como o rei do Butão, em 1972. Ele ti­nha apenas 17 anos de idade. Sua co­roação, dois anos mais tarde, marcou o fim do isolamento do pequeno pais (menor que o Estado do Rio de Janei­ro), escondido nas montanhas. De fato, até então, nenhum es­trangeiro tinha autori­zação para entrar no reino, a não ser quan­do convidado pela fa­mília real. A partir de 1974, o paraíso proi­bido começou a abrir as portas ao mundo.

Nos 34 anos de rei­nado, o desafio do rei Jigme Singye Wang­chuck foi o de equili­brar o desenvolvimen­to econômico com os valores culturais e espirituais da nação. Em 1987, respondendo a um repórter do jornal britânico Financial Times sobre a razão de o desenvolvimento no Butão caminhar a passos tão lentos, o rei teria respondido que "a Felicidade
Interna Bruta é mais importante do que o Produto Interno Bruto". E teria arrematado: "Em nosso processo de desenvolvimento, a felicidade precede a prosperidade econômica."

0 conceito de o bem-estar do indivíduo não estar obrigatoriamente relacionado com bens materiais passou a percorrer o mundo e chamou a atenção de estudiosos. Afinal, o índice Produto Interno Bruto (PIB), usado por todas as nações do planeta, sempre foi considerado limitado. 0 PIB é apenas uma fórmula que determina a quantidade total da produção e do consumo de serviços e bens por meio de transações econômicas. Pouco importa se a riqueza foi originada de guerras, prostituição e devastação da natureza ou é o resultado de um trabalho honesto e uma atividade sustentável.

Se algum bem é conservado e não é consumido, essa operação não é registrada no PIB, pois esta não gera um valor específico. Por exemplo, uma floresta mantida in­tacta não entra no cálculo do índice, enquanto o conserto de um veículo aci­dentado (que pode até ter provocado vítimas fatais) é contabilizado. O PIB não consegue medir o trabalho volun­tário e chega a ampliar a discrimina­ção contra as atividades não-remune­radas, cujas motivações estejam acima do ganho financeiro.

"As medidas do PIB não medem a degradação do meio ambiente, o esgotamento dos recursos naturais nem o agudo declínio na qualidade de vida dos cidadãos. Acho que, em todos os espectros políticos, existe o reconhe­cimento dessas deficiências e a con­vicção que é importante desenvolver medidas mais adequadas", afirma jo­seph Stiglitz, economista reconhecido com o Prêmio Nobel 2001 de Econo­mia. Stiglitz foi convidado pelo presi­dente francês, Nicolas Sarkozy, para desenvolver um novo sistema de cál­culo econômico que possa incluir fa­tores de qualidade de vida.

As palavras de um rei (adorado por seus súditos) sobre a importância da felicidade foram levadas a sério pelos butaneses. Era preciso colocar em prá­tica o desejo real e o índice Felicida­de Interna Bruta (FIB) devia ser sis­tematizado. Em 1998, o conselho de ministros estabeleceu o Centro de Es­tudos do Butão, o qual passou a orga­nizar as informações sobre a FIB. O conceito também foi incluído nos Pla­nos Qüinqüenais e foi definido que a FIB deveria se apoiar em quatro pila­res: desenvolvimento socioeconômico sustentável e eqüitativo, conservação ambiental, promoção do patrimônio cultural e boa governança.

Enquanto isso, ao redor do mundo, um número crescente de economis­tas, cientistas sociais e empresários buscava outras medidas e indicadores que levassem em consideração não apenas o fluxo de dinheiro (como no caso do PIB), mas também a saúde, a cultura, o tempo livre dos indivíduos, a conservação da natureza e outros fatores não-econômicos.

Vários índices começaram a apare­cer na década de 90. O primeiro pas­so foi dado com o estabelecimento do índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Utilizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimen­to (PNUD), o IDH, além de incluir a renda per capita de um país, dá desta­que à expectativa de vida dos habitan­tes, ao grau de alfabetização e às rea­lizações educacionais.

Já o Indicador de Progresso Genuí­no (IPG) introduz em seus cálculos os fatores negativos criados pela socie­dade, os quais não são contabilizados pelo PIB. Por exemplo, a implantação de uma fábrica representa — indiscuti­velmente — um aumento no PIB de uma região. Mas se os benefícios tra­zidos pela nova empresa também vie­rem acompanhados por uma degrada­ção da saúde, da cultura e do bem-estar da comunidade, o resultado fi­nal pode ser zerado, anulando os be­nefícios econômicos trazidos. Segun­do os seguidores do IPG, existem vá­rios custos não-econômicos que de­vem ser incluídos, como o de uso dos recursos naturais, de perda dos ecos-sistemas, de poluição (sonora, do ar e da água), de criminalidade e, até mes­mo, de dissolução de famílias.

Outra tentativa de medir o bem-es­tar da sociedade, ainda menos ortodoxa, é o índice do Planeta Feliz (IPF), criado pela Fundação New Economics, um think-tank (usina de idéias) britâ­nico. Um dos componentes mais im­portantes do IPF é a eficiência ecoló­gica de uma nação e de seus indiví­duos. A idéia não é identificar o país "mais feliz" do planeta, mas sublinhar que é possível atingir altos índices de bem-estar e viver plenamente sem con­sumir excessivamente ou desgastar os recursos naturais.

Medir valores subjetivos, como a fe­licidade, é uma tarefa complicada, pois cada pessoa a compreende de forma distinta. Para alguns cientistas, a men­te funciona apenas como um aparelho que responde a estímulos externos. A felicidade, nesse caso, é percebida como uma conseqüência direta dos prazeres sensoriais registrados pela mente. Como estes são passageiros, a ênfase na busca de estímulos mate­riais é cada vez maior.
Já a filosofia budista aponta para ou­tra fonte de felicidade, aquela que tem origem em estímulos internos. E o es­tado em que o indivíduo vivencia o "ser", ao contrário de reagir apenas aos estímulos externos. A ciência compor­tamental comprovou que, de fato, a mente pode ser treinada por meio de práticas específicas (como a meditação) para promover estados duradouros de serenidade e contentamento. Quando a felicidade é compreendida dessa ma­neira, a busca desenfreada pelas sen­sações externas e o conseqüente con­sumo insustentável dos recursos natu­rais podem ser reduzidos consideravel­mente, promovendo uma economia mais saudável.



Segundo Karma Ura, presidente do Centro de Estudos do Butão, uma auto­ridade na pesquisa da FIB em seu país, a felicidade deve ser "um bem público, já que todos os seres humanos alme­jam alcançá-la". Ele acrescenta que "a busca da felicidade não pode ser deixada exclusivamente a cargo de esforços privados. Se o planejamento do governo e as condições macroeconômicas da nação forem adversos à felicidade, esse planejamento fracassará como meta co­letiva. Os governos precisam criar con­dições que conduzam à felicidade".

O primeiro-ministro do Butão, Jigmi Thinley, em discurso na Assembléia Ge­ral da ONU em setembro, explicou por que seu país instituiu a FIB. “É respon­sabilidade do Estado criar um ambiente que permita aos cidadãos buscar a feli­cidade." Ele considera que o ser huma­no deve ser visto de uma forma holísti­ca. "O bem-estar material é apenas um componente e este não assegura que os cidadãos estejam em paz com o am­biente e em harmonia entre eles."

Contando com o apoio incondicio­nal do monarca, a FIB passou a ser um elemento estratégico da política de planejamento do Butão e criou-se uma coleção de novos indicadores socioam­bientais. Um questionário com 1.300 perguntas foi elaborado e uma amos­tra da população respondeu ao teste. A pesquisa incluía as mais variadas perguntas, como quantas horas o in­divíduo dormia à noite ou quanto tem­po passava com amigos e parentes.

A convite do PNUD, Michael Pen­nock, diretor do Observatório para Saúde Pública em Vancouver, Canadá, passou três meses no Butão em 2006 para desenvolver um questionário mais "internacional" sobre a busca da felicidade. "O questionário butanês era muito longo, eram necessárias seis horas para ser respondido. Fui ao Bu­tão para criar uma versão menor, mais concisa, que pudesse ser respondida em 20 ou 30 minutos. Usamos apenas 100 variáveis para indicar os níveis de satisfação de um indivíduo no seu co­tidiano", diz Penncock.

Os pilares da FIB no Butão foram "ocidentalizados" e passaram a ter nove dimensões. Além das quatro ini­ciais — bom padrão de vida, boa governança, proteção ambiental e pro­moção da cultura — foram adicionados outros cinco itens: educação de quali­dade, boa saúde, vitalidade comunitá­ria, gestão equilibrada do tempo e bem-estar psicológico.

-Foi preciso dar pesos diferentes para cada área, em cada país. Para
países mais pobres, enfatizamos as ne­cessidades materiais. No Butão, um peso maior foi conferido ao aspecto cultural — o que não acontece no Canadá, uma nação multicultural por na­tureza", explica Penncock.
O conceito da FIB já chegou ao Bra­sil. No final de outubro, o butanês Kar­ma Ura se reuniu em São Paulo com empresários interessados em susten­tabilidade, deu palestras na Unicamp e na USP e participou da I Conferên­cia Brasileira sobre a FIB. Apesar de ter estranhado o clima quente e úmi­do, Ura adorou o calor humano brasi­leiro. "Tenho certeza de que o concei­to da Felicidade Interna Bruta vai ser bem aceito no Brasil. Vocês sabem o que é ser feliz."

Haroldo Castro viaja como jornalista, fotógrafo e conservacionista.
Ele é o fundador do Clube de Viajologia e já documentou 138 países.


haroldo@viajologia.com.br

www.viajologia.com.br


Revista Planeta JANEIRO 2009

retirado de:
holosgaia.blogspot

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Chefe da ONU alerta para futuro terrível sem acordo climático


"...As emissões de gases causadores do efeito estufa são consideradas a principal causa para o aquecimento global. Os países vão se reunir em Copenhague em dezembro para trabalhar em um novo acordo climático global para reduzir as emissões que substituirá o Protocolo de Kyoto, que termina em 2012..."
Vao trabalhar para substiuir protocolos, mas ate agora o que se ganhou ou o que se fez concretamente para reduzir essas emissoes se o estado do mundo continua cada vez mais assustador? Mas isto so em 2012, tres anos sao muito tempo para se continuar a espera de solucoes.
Mas o mais engracado e que ELES se reunem para discutir acordos, que dizem respeito directo a todos nos (nao so aos lideres das grandes potencias mundiais) e ficamos de bracos cruzados a espera que ELES decidam o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos, baseados em se hao-de ganhar mais ou menos dinheiro com isso e nos lucros que poderao advir das conversacoes finais,
porque isto tudo nao passa de uma hipocrita questao economica e geradora de riqueza para alguns, que nos passa totalmente ao lado, porque nao ganhamos um corno com isso a nao ser inseguranca, instabilidade e duvida em relacao ao futuro...
E eu pergunto a mim mesmo...ate quando vamos aceitar isto?

http://verde.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=21120385

sábado, 8 de agosto de 2009

Gaea ou Gaia

Primeiro era o Caos, um vazio primitivo e escuro que antecedeu toda a existencia, desse vazio segundo Hesíodo ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Hesíodo ), nasce Gaea ou Gaia (Terra), segunda divindade primordial apos Caos em conjunto com Eros (Amor) e Tartaro (Escuridao primitiva), Caos geraria ainda Erebo (o criador das Trevas) e Nix (a Noite). Como elemento primordial e pleno de uma potencialidade geradora espantosa Gaia sem intermedio masculino, deu a luz Urano (o Ceu) , que a tomou por esposa, dessa uniao nasceram primeiramente os Titas, seis deuses e seis deusas :
Titas:
Oceanus, o rio que circundava o mundo.
Ceos, tita da inteligencia.
Creos, deus do frio e inverno assim como dos rebanhos e das manadas. Hiperion, o fogo astral.
Japeto, pai de Prometeu (ancestral da raça humana).
Cronos, que destronou Urano e foi rei dos deuses.
Titanides:
Febe, a da coroa de ouro (titanide da lua).
Mnemosine, personificacao da memoria e mae das Musas.
Reia, rainha dos deuses com Cronos.
Temis, encarnacao da ordem divina, das leis e costumes.
Tetis, deusa do mar.
Teia, deusa da vista.
O matrimónio entre irmaos era corrente na mitologia grega, e varios Titas e Titanides se uniram, dando origem a uma segunda geracao de Titas:

Oceano e Tetis geraram as ninfas, os rios e os mananciais.
Hiperion e Teia geraram Helios (o sol), Selene (a lua) e Eos (a aurora).
Ceos e Febe geraram duas filhas, Leto (deusa do anoitecer ou noite clara) e Asteria (deusa estelar).
Cronos e Reia formaram o casal mais importante, pois foram os deuses e tiveram seis filhos: Hestia, deusa do lar.
Hera, deusa rainha do Olimpo.
Hades, deus dos infernos.
Demeter, deusa da agricultura.
Poseidon, deus dos oceanos.
Zeus, deus supremo, pai de todos os deuses do Olimpo.
Gaia gerou ainda os Ciclopes ( tres gigantes de um só olho) e os Hecatonquiros (tres gigantes de cinquenta cabecas e cem bracos).

A adoracao a Divindade Feminina foi a primeira Religiao estabelecida pelos seres humanos, Gaia e a deusa mae da fertilidade, fecundidade e generosidade, a mae geradora do mundo e da vida, a primordial divindade feminina relacionada a Natureza, aos ciclos, ao cultivo, ao sagrado feminino, todas as religioes primitivas viam no poder feminino a chave para o Mito da Criacao, a culto a Deusa mae foi observado inicialmente na Pre-historia (Paleolitico e Neolitico), aonde foram encontradas estatuetas de culto, imagens de uma mulher representativa da mae terra, da mae natureza, são atemporais, mas so a partir da Era de Touro (4.476 até 2.330 a.C.), quando a civilizacao começou a plantar e a cultivar a terra, abandonando o nomadismo e comecando a tornar-se sedentaria, foi quando comecaram tambem a surgir as grandes religioes ligadas a Terra e ao culto da Deusa, nesta epoca o respeito ao feminino e o culto aos misterios da procriacao eram muitos difundidos, nas culturas primitivas a mulher era tida como a unica fonte da vida de tal forma que os lugares onde ocorriam os partos eram considerados sagrados chegando a serem construidos nestes lugares diversos templos de veneracao a Deusa.
As mulheres eram as grandes Sacerdotisas, Adivinhas, Parteiras, Poetisas e Curandeiras, do envolvimento das mulheres com a religiao vieram muitos avanços, como o conhecimento do poder das ervas, que curavam os doentes e aliviavam a dor do parto, ate o primeiro calendario, o calendario lunar, que foi utilizado por muito tempo e que pode ter-se originado no procedimento de mulheres que observavam seus ciclos menstruais e os comparavam com os ciclos da Lua, Sacerdotisas dominavam determinados aspectos dos Imperios Inca, Assirio, Babilonico, Romano, Grego, Indiano.
Somente com religioes patriarcais distantes do conceito de natureza, como o Judaismo, Cristianismo, Islamismo, que foram impostas primeiro gradualmente e depois atraves da forca e do medo, como no caso do Cristianismo e que o culto a Deusa foi praticamente extinto e silenciado.
A subida do poder masculino e da sociedade patriarcal comecou quando o homem passou a distanciar-se da Natureza, a tornar-se ganancioso e a acumular bens, riquezas e prosperidade, para as igrejas e senhores poderosos, afastando-se do conceito comunitario, achando que a sua força pessoal e coragem pudessem aumentar suas posses e riquezas, esta mudança de poder secular coincidiu com a subida da adoracao ao Sol, sob um sacerdocio masculino que começou a substituir os muitos cultos a Lua realizados desde tempos imemoraveis, a ausencia do culto a Divindade Feminina trouxe guerras, crimes, regras e tirania.
A Deusa Terra foi adorada ao redor do mundo por milhares de anos, ate ser silenciada atraves das religioes patriarcais, chegando aos ponto dos seus seguidores serem perseguidos e exterminados durante a idade media acusados muitos deles de bruxaria pela Inquisicao, de tal forma que o medo acabou por eliminar todos os resquicios do culto da Deusa, ate aos nossos tempos quando comeca de novo a surgir, cada vez mais, devido a uma maior elevacao espiritual da mentalidade e ao descredito das grandes religioes patriarcais como o Cristianismo, Judaismo e Islamismo em que a unica coisa que fizeram nos ultimos dois mil anos, foi acumular riquezas e poder usando a violencia a seu favor em conjunto com os muitos senhores da guerra que sempre apoiaram.
A palavra Natureza vem do latim “Natura” significando “Nascimento”.

A Hipotese de Gaia, ou Teoria de Gaia, e uma tese apresentada em 1969 pelo investigador Ingles James E. Lovelock (http://pt.wikipedia.org/wiki/James_E._Lovelock ), que sustenta ser o planeta Terra um ser vivo.
A hipotese Gaia surgiu a partir de estudos realizados no Laboratorio de Propulsao a Jato da NASA, que buscavam verificar a existencia de vida nos planetas Venus e Marte, para isso, compararam-se as atmosferas desses dois planetas com a atmosfera do planeta Terra, os resultados mostraram que a atmosfera terrestre apresenta como principal caracteristica a instabilidade, visto que possui gases altamente reativos, enquanto as atmosferas de Venus e Marte apresentam predominantemente gases estaveis.
A hipotese e que a biosfera do planeta Terra e capaz de gerar, manter e regular as suas proprias condicoes de meio-ambiente, se propondo que a biosfera atua como um sistema de controle adaptativo, mantendo a Terra em homeostase (Processo pelo qual um organismo consegue a constancia do seu equilibrio), vindo a propor que e a vida da Terra que cria as condicoes para a sua propria sobrevivencia e nao o contrario, como as teorias tradicionais sugerem, ele passou a considerar a Terra analoga aos seres vivos,
frequentemente qualificando-a como um ser vivo.
Vista com descredito pela comunidade cientifica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecologicos, misticos e alguns pesquisadores, com o fenomeno do aquecimento global e a crise climatica no mundo, esta hipotese tem ganho uma credibilidade maior entre alguns cientistas, as reacoes do planeta as accoes humanas podem ser entendidas como uma resposta auto-reguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente, apesar das dificuldades de definicao do conceito de vida no mundo cientifico, essa teoria e uma nova forma de se entender o meio ambiente, pois se sabe que o ser humano faz parte do todo e que o planeta e um ser que se auto-regula, assim sendo a Terra sera uma interacao entre o vivo e o nao-vivo, como tal temos a necessidade de perceber que fazemos parte de um organismo vivo que se auto-regula e interage com os outros seres inclusive com o ser humano, mas a nossa distanciacao desse organismo e devido em parte a influencia das tres grandes religioes monotaistas e patriarcais (Judaismo, Cristianismo e Islamismo) e a sua visao materialista e destrutiva da Terra (Genesis cap.1-26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do ceu, sobre os animais domesticos, e sobre toda a terra, e sobre todo reptil que se arrasta sobre a terra. 27 Criou, pois, Deus o homem a sua imagem; a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Entao Deus os abencoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra), ou seja o conceito do planeta como uma entidade viva, vai ao encontro das antigas tradicoes animistas, antes destas grandes religioes se terem implantado por todo o globo, estas ao contrario do que se possa pensar, foram um passo atras na evolucao espiritual do homem, com o seu deus todo poderoso, os seus dogmas, e a sua intolerancia.

Porque afinal o ser humano esta literalmente destruindo o planeta, as emissoes de gases, de clorofluorcarbonetos (CFCs), do desmatamento de todos os biomas importantes tais como a floresta amazonica, os incendios, o consumismo desenfreado, a ma distribuicao de parcelamentos de terra, entre outros estao a causar serios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao proprio ser humano, estamos a cavar o nosso tumulo e a acabar com o futuro dos nossos filhos e netos, por conta disso, ha aumento do efeito-estufa, a intensificacao de fenomenos climaticos, o derretimento das calotas polares e das neves eternas das grandes cadeias montanhosas, a chuva acida, a miseria, a fome e a exclusao e degradacao humana.
A hipotese de Gaia ser um ser vivente ja e uma teoria ancestral, que pode ser vista em todas as sociedades xamanicas que consideravam a terra como um ser vivo e a fonte de todas as coisas, fazendo com que o ser humano fosse igual a qualquer ser vivo e tendo os mesmos direitos a existencia assim como qualquer outro ser, derivando dai o enorme respeito mostrado por estas sociedades e povos pela terra, por todos os seus fenomenos e por todas as criaturas da natureza.
Gaia e a forca geradora e criadora “Tudo vem Dela e tudo retornara a Ela”, esta contida em tudo, revela-se no Universo, nos ceus, no mar, em cada botao de flor, em cada insecto, em cada pingo d'agua, em cada grao de areia e em cada um de nos.
Ela e a Virgem, a Amante, a Amiga, a Mae e a Ancia...
Ela e a Forca Criadora e Geradora... independentemente da religiao de cada um!
Ela sou eu,
Ela es tu,
Ela e tudo e todos!



















Imagens da Deusa:
1) Ankh Nes Meryre e filho Pepi. 2) Cyprus. 3) Madonna Guanyin, deusa da misericórdia 4) Matrika de Tanesara da India 5) Yasoda e Krishna. 6) Mãe e Filho 2000-1850 B.C. 7) Mexico, Jalisco 200 B.C.- 500 A.D. 8) Maya. 9) Mexico, Colima 200 B.C.- 500A.D. 10) Mykene, Grécia 11) deusa Sun , Arinna. 12) Virgem Maria